A Play2Learn é uma plataforma de aprendizagem corporativa que transforma conteúdos de treinamento em experiências gamificadas. Por meio de desafios, recompensas e trilhas personalizadas, a ferramenta ajuda empresas a aumentar o engajamento dos colaboradores e a retenção de conhecimento.
INDÚSTRIA
EdTech
CARGO
Product Designer
Contexto
A plataforma já funcionava e atendia clientes, mas enfrentava desafios de escalabilidade e clareza no produto. O time tinha explorado diversas mecânicas de gamificação, incluindo elementos de RPG, sistema de níveis, inventário de itens e narrativas ramificadas. Entrei no projeto pra reestruturar a camada de gamificação e criar uma base mais padronizada que permitisse escalar o produto.
Problemas
Excesso de informação sem prioridade
A interface apresentava múltiplos sistemas de gamificação competindo pela atenção do usuário. Sem hierarquia visual ou funcional, ficava difícil entender qual ação era mais importante ou qual métrica acompanhar.
Falta de feedback sobre desempenho
O usuário completava atividades mas não tinha uma visão consolidada do seu progresso ou evolução. Faltava um retorno que mostrasse o que foi aprendido, onde melhorar e como o desempenho se traduzia em desenvolvimento de habilidades.
Desconexão entre conteúdo e aplicação prática
Os treinamentos apresentavam informações de forma técnica e descontextualizada. O usuário não via relação entre o que estava aprendendo e como aplicar aquilo no trabalho, reduzindo o interesse e a retenção.
Engajamento pontual
Os usuários começavam os treinamentos mas não voltavam com frequência. Faltava um sistema que incentivasse a criação de hábito e mantivesse as pessoas engajadas ao longo do tempo, não só no primeiro acesso.
Abordagem
Mapeei o fluxo completo da plataforma e identifiquei onde a quantidade de informações gamificadas sobrecarregava o usuário. Estudei plataformas como Duolingo e Kahoot para entender padrões que funcionam em aprendizado.
Desenvolvi protótipos testando diferentes abordagens. Fiz modelo de jogo de cartas, tentei formatos mais elaborados, até chegar num quiz com narrativa lúdica que fazia mais sentido para o produto e para o usuário. Trabalhei diretamente com o product manager e o desenvolvedor pra garantir a viabilidade técnica e o alinhamento com o roadmap.
Soluções aplicadas
Seleção de personagens por perfil
Implementei um sistema de personagens que o usuário escolhe no início da jornada. Cada personagem representa um perfil comportamental diferente: analítico, colaborativo, competitivo ou explorador. A escolha indica como a pessoa prefere aprender e interagir com o conteúdo. Isso deu para as empresas clientes um dado valioso sobre o perfil dos colaboradores, ajudando a personalizar trilhas e entender melhor a dinâmica dos times.
Treinamentos com storytelling aplicado
Contextualizei os conteúdos técnicos em narrativas temáticas. Em segurança do trabalho, o usuário vira parte de uma equipe de segurança espacial onde suas escolhas de proteção afetam a sobrevivência da tripulação, tornando o aprendizado mais interessante.
Sistema de decisões com consequências
Cada pergunta tem pontuação diferente conforme a escolha do usuário. Decisões melhores valem mais pontos, decisões ruins fazem perder pontos. Quando o usuário erra, a plataforma explica imediatamente qual seria a resposta correta e por quê, transformando erro em aprendizado.
Sistema de recompensas progressivas
Quem mantém atividade diária ganha bônus e desbloqueia recompensas especiais, quem concentra tudo em um dia recebe menos. Os badges viraram conquistas específicas atreladas a comportamentos que as empresas querem estimular.
Feedback completo e compartilhável
Ao finalizar, o usuário visualiza badges conquistados, gráfico de habilidades, soft skills demonstradas, pontos fortes e áreas de melhoria, junto com dicas práticas baseadas no seu desempenho. A plataforma também gera automaticamente um certificado personalizado com essas informações para compartilhar nas redes sociais.
Resultados concretos
Taxa de conclusão de treinamentos subiu 43%.
Tempo médio na plataforma cresceu 35%.
Implementação de novo cliente caiu de 3 semanas para 2 dias (redução de 60%).
A empresa conseguiu escalar a base de clientes sem aumentar proporcionalmente o time.
Aprendizados
Testei diferentes formatos até chegar em um quiz estruturado com feedback direto. A simplicidade funcionou melhor que sistemas complexos porque os usuários entendiam o que fazer sem precisar de explicação.
A documentação de design através de fluxogramas e wireframes alinhou a equipe interna e acelerou o onboarding de clientes. Quando todo mundo visualiza como a plataforma funciona, a implementação fica mais rápida e com menos erros.
Trabalhar próximo de produto e desenvolvimento desde o início evitou desperdício de tempo. Validar viabilidade técnica durante o processo de design impediu que soluções interessantes mas inviáveis avançassem no projeto.
This will hide itself!
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